Press Enter and then Control plus Dot for Audio
Sorocaba, Sexta-feira, 4 de Abril de 2025

Buscar no Cruzeiro

Buscar

Vôlei

‘Não jogamos bem’

Clóvis Granado admite falhas do Renasce na derrota para o São Caetano pelas semifinais da Superliga B Feminina de Vôlei

31 de Março de 2025 às 23:10
Técnico tenta orientar as jogadoras durante a complicada partida: responsabilidade de estar 25 anos fora da elite pesa
Técnico tenta orientar as jogadoras durante a complicada partida: responsabilidade de estar 25 anos fora da elite pesa (Crédito: FÁBIO ROGÉRIO)

Bastava uma vitória neste domingo (30) para o Renasce Sorocaba retornar à elite do voleibol nacional no ano que vem, mas não deu certo. O São Caetano venceu por 3 sets a 2 e adiou a decisão da semifinal da Superliga B Feminina de Vôlei para esta sexta-feira (4), às 18h, novamente no Ginásio do Sesi.

Foram cinco sets complicados e o técnico Clóvis Granado tem a consciência de que a sua equipe não jogou bem. “A gente defendeu muito pouco. Nosso time tem muito mais volume de jogo e a nossa defesa não entrou bem”, justifica.

Para ele, outras questões que também podem ter pesado foram a pressão e a responsabilidade. “Essa responsabilidade de estar 25 anos fora da elite acho que pesou um pouco. Eu tenho de aliviar um pouco isso nelas. Não tem que ter essa pressão de subir de qualquer jeito. É preciso entender que a construção de um time campeão leva tempo”, comenta.

O posicionamento de Clóvis é parecido com o das atletas. A capitã e central Gabi Furlanetto, por exemplo, aponta o sistema defensivo e o bloqueio como pontos de atenção. “É repensar nossos erros e acertar no próximo jogo. Não fizemos uma boa partida e, de cabeça erguida, na sexta-feira, se Deus quiser, a gente vai conseguir reverter esta situação”, reflete.

Para quem estava na torcida, o problema foi a autoconfiança e o espírito de “achar que já ganhou”. Pelo menos esta é a opinião da família Matos. O casal Kelli e Hermido e a filha Maria Eduarda chegaram cedo e torceram bastante pela vitória — o que não veio — e agora esperam conseguir novos ingressos para a partida decisiva.

“Ficaram [se referindo às jogadoras do time sorocabano] com autoconfiança depois que ganharam o primeiro set e começaram a errar algumas jogadas, infelizmente”, opina Hermido que é empresário e tem 42 anos. “É sofrida essa situação. A gente torcia para ter resolvido tudo agora, mas é isso, é continuar apoiando e torcendo para termos um time novamente na Superliga A”, complementa a microempresária Maria Eduarda, de 49 anos.

Se para grande parte do elenco a elite do vôlei é um sonho, para a central Flávia Gimenes o acesso já foi realidade. Aos 32 anos, a atleta acaba sendo um apoio de experiência tanto na parte técnica como mental. “Tentei entrar para animar as meninas, para levar força, que eu acho que é isso que precisa”, afirma. “Uma responsabilidade muito grande que a gente tenta trabalhar ali com o emocional também. Falo que vem uma retrospectiva muito grande do que a gente fez a temporada inteira, de tudo que a gente lutou, do quanto a gente merece de fato estar na Superliga A. Sou experiente, mas ao mesmo tempo o nervosismo e a ansiedade andam juntos.”

 

Vence fora e perde em casa

Por fazer o segundo jogo em casa, a expectativa era grande de vitória, mas as parciais foram 25x14, 17x25, 17x25, 25x15 e 10x15, a favor do São Caetano, terminando o jogo no tie-break com 3 sets a 2 para as visitantes.

As meninas de Sorocaba animaram a torcida com a vitória no primeiro set, com bom sistema defensivo, tanto que fecharam a primeira parte com 11 pontos de vantagem. No entanto, o psicológico pegou e, nos dois sets seguintes, os erros de bloqueio e até mesmo alguns saques abertos foram cruciais.

O quarto set era ganhar ou ganhar para manter vivo o tie-break. Com o apoio da torcida, as jogadoras do Renasce conseguiram entrar melhor e venceram com dez pontos de diferença.

Sendo decisivo para as duas equipes, o set desempate iniciou com vantagem do São Caetano que conseguiu manter a vantagem e fechou o jogo de volta com uma vitória, dando a chance de decidir a vaga na terceira e última partida entre as equipes.

Em São Caetano do Sul, na semana passada, na primeira partida da semifinal, o jogo também terminou em 3 a 2, mas naquela vez a comemoração foi do Renasce Sorocaba. (T.M.)

 

Tem de chegar 15 minutos antes

A busca pelos ingressos para a partida 2 entre Renasce Sorocaba e São Caetano foi insana. Os 450 bilhetes acabaram em apenas um minuto. Mas, conforme observou o Cruzeiro do Sul neste domingo (30), teve gente que, mesmo com o tíquete na mão, não conseguiu acesso ao ginásio. Foram inúmeras as reclamações.

O supervisor do clube sorocabano, Douglas Santa Anna, explica que os ingressos têm prazo de validade. Conforme ele, o tíquete é válido até os 15 minutos que antecedem o início da partida. “Se o jogo era às 14h, o ingresso tinha de ser validado até as 13h45”, diz. “A partir das 13h46 é liberado para o público que está ali e não conseguiu pegar o ingresso. Isso está avisado no site do Sesi. Não é só para os eventos esportivos, serve para os eventos culturais também.”

Para a partida 3, marcada para a noite desta sexta-feira (3), o esquema será diferente. Na ocasião, o convite será trocado por um quilo de alimento não perecível, nesta quinta-feira (3), às 20h, no Centro Cultural Sesi Sorocaba — rua Gustavo Teixeira, 369, Mangal. Será apenas um convite por pessoa e é obrigatória a apresentação de um documento oficial com foto para a retirada. (T.M.)