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Questões da saúde são debatidas com secretário na Câmara

01 de Abril de 2025 às 23:00
Magno Sauter foi cobrado por problemas na rede municipal
Magno Sauter foi cobrado por problemas na rede municipal (Crédito: DIVULGAÇÃO / CÂMARA DE SOROCABA)

O secretário municipal de Saúde de Sorocaba, Magno Sauter, participou ontem (1º) da sessão na Câmara para responder aos questionamentos dos vereadores sobre assuntos da área. O comparecimento foi pedido pela vereadora Iara Bernardi (PT) e articulado pelo líder do governo, João Donizeti Silvestre (União Brasil). Os parlamentares cobraram soluções para filas de espera, que chegam a 123 mil procedimentos, segundo Iara, além da falta de especialistas e insumos.

Sauter admitiu dificuldades e prometeu mutirões de cirurgias e consultas, além de estudos para parcerias, como com o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) para cirurgias oftalmológicas. Os temas saúde e os novos pedágios previstos para Sorocaba tomaram a maior parte da sessão.

Também foram discutidas a climatização das unidades de saúde, a informatização do sistema, a demora na execução de emendas parlamentares e a ampliação do atendimento domiciliar. Sauter disse que a secretaria busca alternativas para melhorar os serviços e equilibrar a oferta de atendimentos com a demanda. Ele ressaltou melhorias no tempo de atendimento e apontou a atenção básica como prioridade para reduzir a demanda nas emergências. Além disso, citou estratégias como a telemedicina, ampliação de consultas na Policlínica e redução de ausências nas consultas marcadas, atualmente em 29%.

O vereador Raul Marcelo (PSOL) disse na sessão que visitou Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Elas não estão à altura de Sorocaba, parece posto de município do interior do País, que não tem asfalto, nem saneamento, nem indústria, nem faculdade. Nossos postos não têm ar-condicionado. Os pacientes passam calor de 40, 50 graus em prédios antigos.”

O vereador João Donizeti Silvestre (União Brasil), líder do governo na Câmara, ressaltou que em pesquisa recente a saúde foi considerada “prioridade zero” na cidade e região, seguida pela segurança pública, e falou sobre os problemas estruturais da saúde: “Alguns gargalos que existem na saúde em nossa cidade não são de responsabilidade do município e, sim, do Estado, que não repassa verbas proporcionais. Mas o grande ônus fica com o município”. (Da Redação)