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Medicamentos

Consumidores reclamam da alta no preço de remédios

Impacto é maior para quem precisa tomar mais de um medicamento por dia

01 de Abril de 2025 às 22:00
Reajuste autorizado na segunda-feira é de até 5,06%
Reajuste autorizado na segunda-feira é de até 5,06% (Crédito: LUIZ SETTI / ARQUIVO JCS)

O mês de abril começa com gastos a mais no orçamento para quem depende de medicamentos — isso porque o preço dos remédios podem subir em até 5,06%, segundo a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). As indústrias farmacêuticas estão autorizadas a reajustar os valores desde segunda-feira (31). O aumento é anual.

Segundo informações do governo federal, por meio da Agência Gov, os preços dos medicamentos no Brasil são regulados por lei, por um modelo que estabelece o valor máximo que pode ser cobrado por cada produto. Dessa maneira, a farmácia não pode vender o medicamento por um preço maior do que o estabelecido, mas os consumidores podem comprar com descontos.

De acordo com a resolução CM-Cmed os novos valores dos remédios foram determinados a partir de três níveis conforme a concorrência de mercado: medicamentos de ampla concorrência podem aumentar em até 5,06%, de média concorrência até 2,83% e com pouca ou nenhuma concorrência 2,60%.

O aumento nos valores deve impactar no bolso dos consumidores. Ontem (1º), moradores de Sorocaba já sentiam a diferença dos preços.

Cleusa Franco Tardelli, 72 anos, utiliza pelo menos nove medicamentos por dia, para o colesterol, pressão alta, entre outros. Segundo a aposentada, até semana passada ela desembolsava mais de R$ 600 por mês em remédios e acredita que esse valor subirá em mais de R$ 100. “Saí do médico e acabei de comprar medicamento. Já subiu bastante e ainda falta remédio para comprar.”

Uma alternativa, segundo Cleusa, é pesquisar o preço. Para isso, ela conta com a ajuda do esposo, José Carlos Soares, aposentado, de 79. “Eu a ajudo a pesquisar e com o plano de saúde. A aposentadoria aumenta pouco, mas o remédio sobe”, comenta José Carlos.

Quem também está acompanhando o reajuste do produto é a bancária Rosmari de Jesus Camargo, de 55 anos, que toma medicamento de uso contínuo. “Eu vi alguns farmacêuticos falando que às vezes não repassam todo esse valor, mas acaba refletindo para gente, né? Tem alguns medicamentos que eu não posso deixar de tomar, então, vamos nos adequando.”

Conforme a resolução divulgada pela Cmed, as farmácias devem manter à disposição dos consumidores e dos órgãos de proteção e defesa do consumidor as listas dos preços de medicamentos atualizadas. Os valores não podem ser superiores aos preços publicados pela Cmed no portal da Anvisa.

 

 

 

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