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Sem-teto ocuparam outra área em Votorantim

25 de Março de 2025 às 21:56
Gabrielle Camargo Pustiglione gabrielle.camargo@jornalcruzeiro.com.br
Sem-teto ocuparam outra área em Votorantim
Sem-teto ocuparam outra área em Votorantim (Crédito: GABRIELLE CAMARGO PUSTIGLIONE)

Cerca de 80 pessoas que saíram da comunidade Tereza de Benguela, no bairro Capoavinha, em Votorantim ocuparam na manhã de domingo (23) uma área pública na região do Parque São João. Segundo Carlos Caique de Araújo, diretor da Frente Nacional de Luta (FNL), a ocupação foi uma manifestação para reivindicar a construção de unidades habitacionais, conforme negociações anteriores junto à Prefeitura de Votorantim e que não foram concretizadas. A Polícia Militar impediu a continuidade da ocupação.

Segundo Carlos Caique, a ocupação no terreno público na manhã de domingo pelos sem-teto foi uma reivindicação. “Fizemos uma manifestação em forma de ocupação, pois atualmente há um projeto na área que deveria ter sido finalizado desde 2024, um empreendimento público de lotes para 368 moradias, e fomos reivindicar, buscando visibilidade para a importância do cadastramento de todas as famílias que estão passando por essa situação pela Companhia de Habitação Popular de Votorantim (Cohap).”

A Polícia Militar foi acionada no domingo para atender a ocorrência de ocupação. Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, no local havia cerca de oito tendas. Após uma negociação, todos deixaram o local de forma pacífica. “O líder do movimento foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado”. Carlos Caique é investigado.

A manifestação em forma de ocupação da área está relacionada à reintegração de posse ocorrida na semana passada no assentamento Tereza de Benguela, no bairro Capoavinha, em cumprimento a uma ordem judicial, envolvendo uma propriedade particular e os assentados. Na comunidade havia 135 famílias e 59 foram contempladas com o auxílio aluguel no valor de R$ 700 mensais pelo período de até seis meses.

A Prefeitura de Votorantim ficou incumbida de dar acolhimento provisório às famílias e ofereceu o ginásio municipal do bairro Mirante dos Ovnis. Segundo Carlos Caique, as famílias não quiseram se deslocar para o abrigo, alegando falta de estrutura adequada e ausência de privacidade.

 

 

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