Estudando
Comissão avalia privatizar zoo de Sorocaba
Por enquanto não há prazo nem cronograma definidos, informa a administração municipal

O estudo de uma comissão para a concessão do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, localizado na Vila Hortência, em Sorocaba, está em andamento desde o ano passado. A ideia, a princípio, era possibilitar a licença nos moldes do programa Sorocaba Business, criado no ano passado. Contudo, devido à complexidade do projeto, a estrutura do grupo foi reformulada neste ano, por meio da portaria nº 23.070/2025.
Com as alterações, a Secretaria do Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal (Sema) passou a presidir a comissão. O objetivo é integrar o setor privado à administração municipal e, desta forma, promover melhorias no espaço público.
“Neste momento, não há prazo nem cronogramas definidos. Caso a nova comissão de estudo entenda que existe a viabilidade da concessão do zoo, todos os trâmites legais serão realizados e ‘publicizados’ junto à população, conforme as diretrizes da Sema, e encaminhados para o Legislativo”, informa a pasta municipal.
Outros pontos, como a questão do valor do ingresso e da abrangência ou não do Museu Histórico Sorocabano (MHS) — que fica na mesma área —, serão definidos e apresentados em edital.
O Zoológico Quinzinho de Barros recebe diariamente muitos visitantes. A maioria é de outras cidades. A estrutura chama atenção por ser a única desse tipo na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), além de ser um ambiente propício para passeios em família. A equipe de reportagem do Cruzeiro do Sul esteve no local na manhã de ontem (2) e conversou com alguns visitantes sobre os aspectos positivos e o que pode ser melhorado no cenário de uma possível concessão
A assessora de eventos Tatiane Chiardelli, de 36 anos, costuma visitar o Zoológico com seus filhos e marido com frequência. Ela considera o espaço bem cuidado, principalmente em relação à limpeza e manejo dos animais.
“Agora, os responsáveis estão focando mais em deixar alguns lugares para as famílias sentarem, fazer um piquenique, de fato aproveitar o local. Acho essa ideia muito legal”, aponta a assessora. “Além disso, é interessante como o Zoológico atrai pessoas de toda faixa etária. Normalmente, encontro desde crianças e adolescentes, até idosos.”
Em contrapartida, Tatiane sente falta de mais espécies no recinto. “Acredito que é uma coisa que pode ser melhorada. Várias vezes a gente vem, mas muitos animais não estão disponíveis (para vê-los)”, comenta.
Além de mais espécies, a estudante de veterinária Francielle Popst, de 20 anos, acredita que, caso a concessão seja aprovada, a empresa responsável poderá investir na melhora da infraestrutura. A jovem cita recintos maiores para alguns bichos, bem como companhia para animais que estão solitários.
“Eu gosto muito do Quinzinho de Barros. Inclusive, em uma das minhas aulas fiz uma visita técnica e aprendi como eles cuidam dos animais. Depois disso, fiquei ainda mais apaixonada pelo espaço. Eles tratam as espécies muito bem, desde a questão da alimentação até a médica”, observa Francielle. “Mas acredito que recintos maiores e uma companhia fariam os bichos mais felizes.”