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Opinião

Usuários avaliam o eixo Leste-Oeste do BRT

Sistema foi implantado há nove meses; passageiros aprovam o serviço e sugerem novas linhas em pontos estratégicos

24 de Janeiro de 2025 às 21:30
Gabrielle Camargo Pustiglione gabrielle.camargo@jornalcruzeiro.com.br
Usuários aprenderam a usar o aplicativo do sistema BRT
Usuários aprenderam a usar o aplicativo do sistema BRT (Crédito: GABRIELLE CAMARGO PUSTIGLIONE)

Sorocaba iniciou, em 4 de maio de 2024, a operação das novas linhas do transporte público municipal que compõem o corredor estrutural Oeste do sistema BRT. O trecho interliga o eixo Leste-Oeste da cidade, estendendo-se ao longo das avenidas General Carneiro e Armando Pannunzio, com ligação às ruas Américo Figueiredo e Benedito Ferreira Teles, até chegar ao terminal BRT Ipiranga.

A reportagem do Cruzeiro do Sul utilizou a linha até o terminal BRT Ipiranga na segunda-feira (20) para conhecer o itinerário, ouvir a opinião dos usuários, coletar sugestões e avaliar a estrutura oferecida pela BRT nas linhas de ônibus.

Partindo do terminal Santo Antônio, no Centro, às 9h29, com destino ao terminal Ipiranga, a reportagem constatou que o ônibus estava equipado com ar-condicionado, câmeras, tela informativa e assentos identificados. Durante o trajeto, um senhor, que preferiu não se identificar, explicou que o terminal de interligação trouxe melhorias à população. Segundo ele, houve ganho de tempo no percurso, ótima estrutura no terminal e menor tempo de espera. Ele finalizou afirmando que a mudança foi “100% positiva”.

O ônibus chegou ao terminal Ipiranga às 9h50. O dispositivo tem uma estrutura moderna, com assentos, atendimento para informações aos usuários e acesso facilitado por rampas. Para passageiros que utilizam bicicleta em parte do trajeto, o terminal também dispõe de um bicicletário.

Enquanto aguardava o ônibus, uma senhora demonstrou satisfação com as mudanças e relatou que a novidade facilitou o trajeto até o trabalho. “Antes da implantação, eu preferia outro transporte, porque não havia ônibus do Wanel Ville para o Júlio de Mesquita. Precisava ir até o terminal Santo Antônio para pegar outra linha. Agora ganho tempo, vou até o Ipiranga e de lá para o Júlio de Mesquita, levando de 30 a 40 minutos e pagando uma única passagem”, explicou. Os usuários disseram que tudo depende de adaptação aos novos horários e ao tempo de integração.

Na volta ao terminal Santo Antônio, partindo do terminal Ipiranga às 10h18, outra usuária disse que há várias linhas e horários disponíveis. No caso dela, utiliza o ônibus até o terminal Santo Antônio, desce na General Carneiro e faz integração com outra linha até a UFSCar, pagando uma única passagem. A usuária mencionou que, embora algumas pessoas precisem pegar até três ônibus para chegar ao trabalho, a maioria dos casos tem apresentado melhorias.

A reportagem chegou ao terminal Santo Antônio às 10h46 e conversou com a passageira Maria Aparecida de Siqueira que disse que “melhorou o acesso às linhas de ônibus e houve ganho de tempo”, afirmou.

Usuários têm pedidos

A reportagem voltou a acompanhar a rotina dos usuários do transporte público coletivo na quarta-feira (22), partindo do terminal Vitória Régia. Esse dispositivo possui estrutura e atendimento semelhantes aos do terminal BRT Ipiranga. Enquanto aguardava o ônibus, a estudante Nicoli Pires, de 18 anos, contou que o trajeto até o curso no Centro de Sorocaba leva 50 minutos. Segundo ela, a implantação dos terminais de interligação facilitou o transporte para estudantes, trazendo ganho de tempo.

A aposentada Maria Conceição Oliveira, de 73 anos, utiliza as linhas do terminal Vitória Régia quase diariamente para ir à região central da cidade. Ela explicou que acompanhar os horários pelo aplicativo, otimiza seu tempo. “Uma das vantagens do terminal Vitória Régia foi a implantação das linhas diretas para o Campolim, que reduzem o tempo de viagem e melhoram minha rotina quando faço esse trajeto”, comentou.

Priscila Pedroso, de 41 anos, trabalha como controladora de loja na avenida Dom Aguirre. Ela relata que o trajeto do bairro Paineiras até o trabalho leva cerca de uma hora, mas exige que utilize dois ônibus: do bairro até o terminal Santo Antônio e, de lá, para o trabalho. Ela afirma que ganharia tempo se houvesse linhas diretas para pontos estratégicos.

Michele Ferreira dos Reis, que estuda no Senai, explicou que precisa usar quatro ônibus diariamente para ir do Jardim Tropical até a instituição de ensino. “Se fossem implantadas linhas diretas para pontos estratégicos, facilitaria o transporte de trabalhadores e estudantes”, concluiu.

 

 

 

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